domingo, 7 de agosto de 2011

O Terapêuta ocupacional no campo de atenção à saúde

A Terapia Ocupacional, enquanto área de conhecimento e prática de saúde, interessa-se pelos problemas do homem em sua vida de atividades, ou seja, considera as atividades humanas como o produto e o meio de construção do próprio homem e busca entender as relações que este homem em atividade estabelece em sua condição de vida e saúde (MEDEIROS, 1989).
O Terapeuta Ocupacional é um profissional que tem sua atuação voltada para o campo da atividade humana, contemplando ações essenciais relativas ao auto-cuidado, lazer, educação e trabalho. Esta atividade é entendida enquanto espaço para criar, recriar e reproduzir um mundo humano, cujo processo envolve simbolismo, intenções, desejos e necessidades.
Castro e Silva (1990) abordam uma forma de entendimento da Terapia Ocupacional que supõe o uso da atividade a partir do processo criativo, possibilitando promover o contato entre os aspectos subjetivos e objetivos da realidade do indivíduo. Nesse contexto, abre-se espaço para o aparecimento de formas de expressão mais integradoras de sua personalidade.
Nassif (1998 apud Castro e Silva 1990) menciona que o fazer da pessoa reflete o seu ordenar íntimo. Da mesma forma vemos que, formar, neste sentido, significa fazer, experimentar, desmanchar e refazer, num movimento dialético entre homem e matéria. Isso porque, em suas tentativas de estruturar e dominar a matéria, o homem reconhece a sua estrutura e se reestrutura. À medida que se identifica com uma matéria e interfere nesta, é também por ela modificado.
Dentre as competências e habilidades do Terapeuta Ocupacional no campo da atenção à saúde, destaca-se o desenvolvimento de ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde, tanto em nível individual quanto coletivo. O Terapeuta Ocupacional identifica, analisa e interpreta as desordens da dimensão ocupacional do ser humano e utiliza como instrumento de intervenção as diferentes atividades humanas quais sejam as artes, o trabalho, o lazer,cultura, as atividades artesanais, o auto-cuidado, as atividades cotidianas e sociais, dentre outras (BRASIL, 2002).

Castro e Silva (1990:72) argumentam que dentre toda a gama de atividades humanas, a Terapia Ocupacional se utiliza, dentre outras, das atividades expressivas ou artísticas.
Tais atividades expressivas ou artísticas são uma tentativa de apresentação dos sentimentos quando a linguagem não é capaz de fazê-la, visto que a Arte é sempre a criação de uma forma. As formas nas quais a Arte se apresenta constituem, por sua vez, maneiras de se exprimir os sentimentos.
Castro e Silva (1990) esclarecem que os processos criativos se constituem como processos construtivos globais porque desenvolvem a personalidade do indivíduo, o modo da pessoa diferenciar-se, de ordenar-se e relacionar-se. Criar significa assim estruturar e comunicar-se; integrando significados e transmitindo-lhes. No ato da criação, as pessoas buscam se aprofundarem no conhecimento das coisas e do mundo.
Os autores supracitados fundamentam que toda atividade humana está inserida em um contexto social, portanto, ao realizar uma atividade, o homem criador não está exclusivamente exprimindo seus próprios sentimentos, mas projetando nela tudo aquilo que percebe como próprio dos homens de sua época e lugar, ou seja, do seu contexto cultural e que afetou, direta ou indiretamente, a sua experiência pessoal. As experiências, sejam elas pessoais, sociais ou afetivas, são fundamentais, visto que o ser se constrói pelas relações.
O processo criador é um estado de crescimento contínuo constituído por uma capacidade ordenadora e configuradora; é a possibilidade de abordar, em cada momento vivido, a unicidade da experiência e de ligação com os outros, transcendendo o particular e ampliando o ato da experiência para a compreensão. Nos significados que o indivíduo encontra – criando e sempre formando – estrutura-se sua consciência diante da vida (Castro e Silva,1990:72).
Machado (1991) argumenta que a expressividade é uma característica inerente ao ser humano. Desde a pré-história à era contemporânea as pessoas deixam através da forma a sua expressividade. Esta se revela pela forma plástica, corporal, verbal, dentre outras. O homem é um ser expressivo e sente a necessidade de se expressar, de simbolizar, de formar, além do que já expressa por si só em suas atividades cotidianas. Seja na arte plástica, na poesia, na dança, na música, dentre outras, o homem se torna mais humano. Dessa maneira, o ser expressivo é mais um referencial do ser saudável: ser humano.
Almeida, et al (2004) defendem que a agressividade inata do ser humano exige expressão e quando não encontra os canais criativos que sejam socialmente pactuados, deriva em perversão e dor. As dinâmicas de simbolização e comunicação estão integradas em um mundo psíquico comum, de um patrimônio coletivo, e assumem forma de linguagem, sendo que a cada linguagem enquadram e configuram especificidades, singularidades concretas. No universo do transtorno mental, ao se tornar prisioneiro das linguagens da angústia, da alucinação, do delírio, da logorréia ou do silêncio, o cliente deve ser estimulado a enveredar por outras alternativas, re-inventando o que antes sabia e compartilhava, testando as formas infantis de comunicação, sem regressão, e explorando o mundo da arte. O terapeuta com paciência e obstinação, precisa oferecer sugestões, ferramentas, substratos, para revitalizar a memória das linguagens coletivas.

domingo, 31 de julho de 2011

Oficina terapêutIca no HEAN

 O tempo para ser feliz é agora!
O lugar para ser feliz é aqui!
Por isso aproveite o dia!!!

Falando de saúde na produção de toalhinhas!!

A atividade foi feita com pacientes em duplas,  alguns são portadores de  patologias, desde sequelados de AVC até transtornados mentais. O resultado foi traduzido em resgate de auto estima, interação social e muita alegria, dentre outros ganhos terapêuticos.
Cabe destacar que profissionais do PSF/ Caju também participam dos encontros com a finalidade de atuação em serviço,  como agentes multiplicadores!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Avaliando o processo terapêutico

..." ao conceito de educação em saúde se sobrepõe o conceito de promoção da saúde, como uma definição mais ampla de um processo que abrange a participação de toda a população no contexto de sua vida cotidiana e não apenas das pessoas sob risco de adoecer. Essa noção está baseada em um conceito de saúde ampliado, considerado como um estado positivo e dinâmico de busca de bem-estar, que integra os aspectos físico e mental (ausência de doença), ambiental (ajustamento ao ambiente), pessoal/emocional (auto-realização pessoal e afetiva) e sócio-ecológico (comprometimento com a igualdade social e com a preservação da natureza). Entretanto, a par dessa noção ampliada de saúde, observando-se a prática, verifica-se que atualmente persistem diversos modelos ou diferentes paradigmas de educação em saúde, os quais condicionam diferentes práticas, muitas das quais reducionistas, o que requer questionamentos e o alcance de perspectivas mais integradas e participativas".
Diante dessa reflexão nossas intervenções nas oficinas terapêuticas tem buscado exaustivamente estratégias capazes de contemplar essa concepção de saúde num conceito ampliado.
E o processo avaliativo que temos feito dos paciente que frequentam os grupos terapêuticos , apontam  que estamos no caminho certo, pois os progressos evidenciados em seus relatos e posturas frente ao quadro em que inicalmente apresentavam quando ingressaram nas atividades,  são notórios!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Hospital Estadual Anchieta

Hospital Estadual Anchieta
(Assistência em Saúde/Hospitais Estaduais)
Rua Carlos Seidl, nº 785, Caju Rio de Janeiro - RJ CEP: 20031-000
  Telefones: (21)
  2332-4571
 2332-4563
 2332-4565
 2332-4566
 2332-4569
Ramal das Oficinas Terapêuticas : 210
        

terça-feira, 21 de junho de 2011

Proposta da Oficina Terapêutica HEAN









HOSPITAL ESTADUAL ANCHIETA- HEAN


Fazendo Acontecer...





Projeto de Intervenção Interdisciplinar
da Terapia Ocupacional e Serviço Social




Autoras Ana Laura Veloso e Ivone Guedes Borges
©2011




Oficinas Terapêuticas



·          Reciclagem
·          Falando sobre  Saúde
·          Crianças em Ação





 


Fazendo Acontecer...



Objetivo Geral

·          Promover a melhoria da qualidade de vida dos usuários do HEAN.


Objetivos Específicos

·          Desenvolver oficinas terapêuticas conforme o demanda e interesse dos pacientes
·          Otimizar e qualificar o atendimento
·          Sensibilizar outros profissionais com o trabalho das oficinas
·          Ampliar o conhecimento e o auto conhecimento
·          Refletir sobre cidadania e qualidade de vida
·          Fomentar  recursos públicos e privados
·          Promover saúde nas diferentes etapas da vida
·          Expor a produção das oficinas
·          Propiciar a geração de renda
·          Ampliar o acesso dos usuários aos diferentes serviços públicos da rede



Público Alvo:

·          Usuários do ambulatório do HEAN atendidos nos diferentes serviços do HEAN

Requisitos

·          Ter interesse e indicação para a atividade

Dias e horários das oficinas

·          Duas oficinas acontecerão na 4ª feira  , uma delas das10:00 h  às 11:00h,com 15 participantes no máximo, e  outra  das 12:30 às 13:30 e
·          Na 6ª feira  uma oficina das 10:00 h às 11:00 h





 




 










                                       
                              
                                                       
                                           
                                        



                           





Encontro no Arsenal de Guerra/Caju

Encontro no Arsenal de Guerra/Caju
Articulação de rede local

Passeio ao CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil)

Passeio ao CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil)
Lazer é também proporcionar qualidade de vida!!

A missa no HEAN

A missa no HEAN
Parceria com PSF Caju